domingo, 17 de julho de 2011

VII - "o mUNdO DoS sONHoS"

"Oi, eu sou o Fá, descobri que em Embu das Artes, onde eu moro, um índio morreu 457 anos atrás, para defender sua aldeia, que deu origem a cidade. Ele foi morto por m´boi, uma criatura maligna que se vingou por o indio ter salvado a vida de um padre. Pra minha surpresa, fui informado que sou a reencarnação do tal indígena e a minha missão é defender a cidade do mal que sempre a espreita!! Qual é M´boi, dá um tempo! Eu trabalho numa farmácia e estudo a noite, (choramingado) não tenho tempo para lutar com você!! Este é o nosso sétimo episódio deste lugar onde os sonhos  são os artistas da obra da vida!! Bem vindo ao meu mundo." (RISOS)

"Mil setessentos e cinquenta e nove!!" diz o padre gritanto e andando com dificuldade entre os corpos ensanguentados e os destroços pegando fogo, e continua. "O Marques do Pombal expulsa os Jesuítas de Portugal... e consequentemente do Brasil!!!"
"Mas o que está havendo aqui?!!!" Grita Fá, seguindo o padre e olhando ao redor: Pessoas corriam gritando, várias cabanas estavam incendiadas. Todos corriam ou iam de uma mesma direção. "Parece uma guerra" pensou;
"Tudo por causa disso." falou apontando para um aglomerdo de pessoas há alguns metros.
Chegando perto, Fafito avistou a cena. Um jesuíta estava com as mãos para trás. Alguns índios estavam atrás dele, com arcos, flexas, lanças e facas empunhados, prontos para atacar. A sua frente, vários soldados imperiais, segurando outros indios, mulheres, crianças e outros homens como reféns.
"SE O SENHOR NÃO VIER CONOSCO, TODOS ELES IRÃO MORRER." gritou um dos soldados.
"NÃO! POR FAVOR, CHEGA DE SANGUE DERRAMADO... EU IREI COM VOCEIS"
"NÃO ABARUNA!! O SENHOR NÃO PODE NOS DEIXAR!!!" disse um dos índios mas o padre pôs a mão em seu ombro e lhe abenço-ou. Depois seguiu com os soldados.
"O que é tudo isso?" perguntou Fafito, abatido.
"Quando os europeus chegaram a América, muitos, como você disse, viam os índios como inimigos, ou um novo mercado de escravos. Mas diferentemente da américa espanhola, na parte correspondente a Portugal, os membros da igreja católica tiveram a permissão para vir até aqui evitar um genocídio."
"Não funcionou assim muito bem..."
"Mas claro que não. Porém, poderia ter sido muito pior. Catequezando os índios, evitava-mos que virassem escravos, ou que fossem mortos. Eles passaram a viver perto das comunidades onde estavam os sacerdotes, assim surgiram cidades como São Paulo e mais tarde, Embu. Todo o ensino de todas as pessoas era realizado pelos Jesuítas. Você, que acredita em Deus, acha errado ensinarem a palavra do Senhor?"
"Não. Mas não a força. E sim para aqueles que a buscarem. E afinal, se eram tão bons, por que foram expulsos?"
"Depois de anos de exploração das colônias, Lisboa estava em declíneo, e Portugal já não fazia frente à outras potencias europeias. O Marques do Pombal, primeiro ministro, precisava reergue-la. Mas ele era um homem muito ganancioso. Só pensava em poder e dinheiro. Logo o irritava o fato das igrejas não pagarem impostos. Mas o motivo principal era o de que os jesuítas ensinava nas escolas uma diciplina voltada para Deus, para a vida com o Senhor, cooperativa, socialista, defendia os escravos e também os índios, onde eles haviam. Mas o marquês queria que a educação fosse voltada para o governo, tendo o governo como princípio, ordem e objetivo, não a Deus. Quando o rei de Portugal D. João I sofreu um atentado, o primeiro ministro atribuiu a autoria as pacíficos jesuítas, proibindo suas praticas como sacerdote e como educador. Muitos eram presos, torturados, alguns queimados em praça pública como traidores da pátria. Outros conseguiram fugir e se abrigar junto ao Papa. E a educação ficou a cargo do governo. Mas sem profissionais especializados e mal remunerados, a educação no Brasil passou a viverm um período de trevas e de ignorância."
"Bom... então não mudou muita coisa." disse sorrindo Fá.
Olhando para os índios que restaram, após o outro padre ter sido levado, Fafito comenta.
"Aquelas pessoas estavam tão desesperadas... Precisavam mesmo daquele padre."
"Você não faz idéia do quanto..." respondeu Abaruna, apontando com a cabeça para uma direção.
"Mas o que é aquilo?"
Três criaturas se aproximam pela selva.
As pessoas começam a correr, deseperadamente.
Somente os índios que estavam dispostos a proteger o padre, permaneceram naquele campo aberto.
Um deles atirou uma lança. Ela voou pelo alto e antes de cair, um meio gigante saltou e a segurou. Entre as três criaturas, ele se destinguia pela altura, devia ter uns três metros, força, possuia um imponente porte físico, mas nem tanta inteligência. Fedia como um cadáver, também pelo sangue que manchava toda sua veste. Era careca, com os olhos e os poucos dentes que tinha, amarelos. Quando desceu ao chão, toda terra tremeu. Ele então quebrou a lança ao meio e rugiu ferrozmente.
A segunda criatura era uma mulher. Porém, nua, e não possuia pêlos pelo corpo, exceto a cabeça, com os cabelos, cílios e sobrancelhas, todos negros. Também não dotava de mamílos e nem umbigo. Tinha unhas enormes, e a pele branca como neve.
A terceira vinha a cavalo. Apenas podia se observar a sua silhueta. Era um homem e  usava chapéu.
Derepente, uma índia toma a frente do outros. Ela trás um cajado, e seu rosto está pintado para guerra. Os outros índios soam um grito de guerra.
Ao mesmo tempo, a criatura que pareceia uma mulher sofre uma metamorfose. Coloca as palmas das mãos no chão, flexiona as pernas como um animal. Inesperadamente, nascem outros dois braços, e outras duas pernas. Surgem mais dois olhos sobre o seus. Sua boca se escancara, como se tivesse quebrado a mandíbula. De dentro ela exibe uma lingua enorme e repleta de uma gosma, e presas enormes.
"O padre abençoava a aldeia, Fá. Mas você sabe que o mal espreita este lugar, esperando somene uma brecha. E aí está ela. Vamos indo..." diz o padre e segue andando, porém, percebe que Fá não o está acompanhando. "O que há de errado? Espere... você quer vê-los morrer? Desculpe, mas não temos tempo para assistir. Vamos indo e... Aonde você vai?!!"
"Salvar pessoas... como o senhor me ordenou."
"Mas Fá, isso já aconteceu, estamos no passado, lembra-se? Não há nada que você possa fazer, elas vão morrer de qualquer jeito!!"
"Vão sim... todo mundo morre." diz ele olhando para o padre, mas olha para frente, muito sério. Então sorri e responde. "Mas não hoje."
O garoto seguiu arrastando a espada no chão, aproximou-se e ficou ao lado da garota que liderava os índios.
"Quem é você, Estrangeiro? O que veio fazer aqui?!!"
"Me chama de Fafito, troca essa sua vara por alguma coisa mais nociva, e vamos tentar sobreviver!!!"
Ela olha surpresa para ele. Sorri e fala:
"Meu cajado é mais mortal que qualquer espada que você possa ter. Ele vai salvar nossas vidas."
Ele olha pra ela e os dois sorriem.
Os meio-gigante berra e vem correndo em sua direção.
"Yvy marã ei Anauê!!" Gritou a jovem.
"Yvy marã ei!!!" Responderam todos os outros índios.
"Yvy marã ei! Anauê!!" e todos:
"Yvy marã ei!!!"
Fafito olhou e não deixou por menos:
"Aah Muleque!!!"
Os índios olharam espantados para ele. Depois olharam entre si.
A jovem disse:  "Vamos!!!"
E todos seguiram gritando e correndo contra o monstro.
Fafito arrastando a espada, deixando um rastro de pueira.
A jovem índia olhou e pensou: "Hm, ele tem estilo."
Enquanto o padre pensou: "Franzinho desse jeito? Duvido ele levantar aquela espada."
E Ele: "CA-RA-CA!! Que peso da powa!! Um golpe com ela e adeus ogro...
O problema é golpear, pesa mais do que eu...
...Mas eu tenho que tentaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaar!!!!!

CONTINUA...

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