segunda-feira, 22 de agosto de 2011

XIII - "mAiS uMA LeNDA dE eMbU sE toRnA rEAL"

"Oi, eu sou o Fá e moro em Embu das Artes. Cidadezinha legal, um pólo turistico de artistas desde o século XX. Existe até uma lenda sobre a fundação da aldeia que deu origem a ela. Diz-se que um índio salvou um padre da morte, e pouco depois foi morto por uma serpente, que em tupi guarani significa M´boi, e que acabou dando origem ao nome da cidade. Estes fatos hipotéticos na verdade simbolizam uma guerra espiritual, onde a serpente é um espectro do mal, que desde então, vive a sondar a cidade, buscando qualquer deslize do bem para contra atacar. Selada a 457 anos, agora ela voltou. E eu, um jovem estudante de farmácia, descobri que sou a reencarnação daquele índio. Que loucura, não? Mas parece que eu não tenho alternativa, é hora de vingar a morte do meu antecessor e acabar de vez com essa ameaça do mal. Vamos nessa!!"

"Droga!! Temos que impedi-lo!!" 
"Impedir um cavalo com um pedaço de madeira em cima? Por que?"
"Em uma das lendas da cidade, quando o padre Belchior pregava na aldeia, os índios possuiam suas próprias crenças e não acreditavam nas histórias que ele contava sobre anjos e demônios. Então, o padre na esperança de amendontrá-los, fez um demônio de madeira e colocou sobre um cavalo. Porém, quando o cavalo passou em frente a igreja do rosário, o boneco se transformou em um demônio de verdade, entenderam?!!"
"Entendi, a gente precisa evitar que ele chege em frente a igreja!!"
Mas o cavalo já se aproximava do centro de Embu das Artes, onde no largo 21 de abril, encontra-se a igreja do Rosário.
Alguma força maligna impedia a moto de acelerar.
Fafito podia notar isso, olhava no velocímetro marcando 120Km/hr, mas o veículo não passava dos 50.
As gargalhadas medonhas continuavam.
Eles avistaram a igreja.
Fá parou de acelerar e a moto foi diminuindo a velocidade até parar.
"O que foi Fá!!! Ele está quase chegando lá!!"
Mas fafito com semblante muito sério, falou:
"Não dá mais tempo. Ele vai se transformar..."
E no instante que o cavalo passou em frente a igreja, a lenda se revelou!!
UMA LUZ INCANDESCENTE SURGIU POR ALGUNS INSTANTES
E quando se apagou, lá estava a visão horrenda:
Um demônio feroz sorria levando o cavalo pela barriga por sobre sua cabeça.
Fá, Zi e Chu permaneceram apreensivos...
O monstro jogou o cavalo em sua direção.
"Fá!!" gritou Zi
Fafito ascelerou e saiu do lugar no instante em que o pobre animal se chocou ao chão e saiu rolando, relinchando, metros a diante.
A criatura se virou e saiu correndo velozmente!!
Fafito frisou os olhos e o seguiu ascelerado.
Agora ao contrário, a moto ascelerava a velocidade máxima, e o que espantava Fafito era que o monstro seguia fugindo cada vez mais rápido e eles não conseguiam alcansá-lo.
"Porcaria, ele voltou para a BR!!"
"Corre Fá, ele vai entrar naquela fábrica!!"
"Mas o que é que tem lá?"
Quando se aproximaram, veio a surpresa!!
"É indústria de solventes!!
Ele vai explodir tudo!"
Eles descem da moto e correm para o portão de entrada.
"Está trancado!!"
"Vamos tentar arrombar!"
Lá o vigia, que estava assistindo tv, estranha a movimentação e os intervem:
"O que vocês estão fazendo aqui?!"
"Moço você precisa deixar agente entrar!!"
"É entrou alguma coisa aí, vocês correm perigo!!"
"Do que vocês estão falando?!!"
DEREPENTE
Uma explosão!!!
(BUUUUUUUUUUUUM!!)
Jogou todos no chão. O vigia que estava de costas e o portão da fábrica voaram por sobre os garotos e o homem caiu desacordado. Os três, levantaram-se no instante em que outras sucessivas explosões aconteciam!!
"Vamos sair daqui!!"
"Tarde demais..." Disse Fafito apreensivo ao avistar a criatura caminhando de dentro ao fogo em sua direção.
"PQP!!! É de verdade!!" Falou trêmulo Chu, caindo sentado no chão.
Zi também ficou perplexa com aquela visão aterrorizadora. Mas conseguia se controlar.
Olhou para Fá e perguntou:
"F-fah... como termina a história... da lenda?"
Ele direcionou-lhe o olhar lentamente. Também estava tenso e com medo. Respondeu com dificuldade:
"Quando os... indíos viram o monstro se tornar de verdade... (engoliu seco)... Todos fugiram com medo... Só um corajoso índio ficou e matou o demônio."
"Ah é? Então boa sorte!! Disse Chu se levantando rapidamente e saiu correndo, gritando:
"Vem Zii!!!"
"Chu espera..."
A criatura inflamada começou criar dentro de sua boca uma bola de fogo incandescente.
"Vamos Zi, vamos fugir!" Disse Fá a ela e no instante em que os dois iam se virando para correr, o demô cuspiu a bola de fogo com mais de um metro de diâmetro e atingiu Fafito em cheio.
A bola explodiu em seu peito e ele foi arremessado metros a frente, caindo no meio da mata que beira a rodovia.
Laninha caiu sentada no chão. Estava paralizada ao ver seu amigo ser atacado. Nunca havia sentido tanto medo na vida. MEDO de morrer.
Chu, persebendo a situação, voltou e a puxou pelo braço.
Mas a garota parecia fora do ar, em estado de choque.
Chu a segurou pelos ombros e a chaqualhou:
"Acorda Ziii!! A gente precisa sair daqui!!"
Ela então despertou e apenas balançou a cabeça.
Eles correram pelo lado contrário ao que Fa foi lançado, pularam num córrego. A água batia-lhes apenas a altura dos joelhos, de modo que se molharam mais pela espirro após o salto que deram.
"Ai Chu, por que você veio por aqui?!!" Dizia ela enquanto os dois corriam, enlouquecidamente por dentro do riacho.
"Ele está cuspindo fogo em tudo que é lugar!! Onde estariamos mais seguros do que na água? "
"Eu sei, ai (ofegante) mas agente precisa voltar e ajudar o Fá!!!"
"Agora nã..." Chu persebeu escorrer um líquido que aquela hora da noite não se podia diferenciar, mas como estava vindo dos canos da fábrica, teve um mal presentimento.
"Zi, para!!"
"O que foi?!"!"
Eles olharam para trás. Lá do ponto onde saltaram estava a criatura diabólica.
O córrego corria ao lado da indústria de solventes, Zi e Chu estavam parados olhando para o monstro, taquicardíacos e exaustos.
"V-você... está sentindo esse cheiro de tíner?"
Zi parou e respirou fundo.
"É verdade... mas será que..."
Eles se entreolharam assustados, e olharam para a criatura.
Ela tomou fôlego e cuspiu fogo no córrego.
E INESPERADAMENTE!!
                    
O fogo passou a ser conduzido em direção aos garotos!!
"Essa não, a água está cheia de solvente!!!"
"Corre Zi!!!"
Eles começaram a correr, mas o fogo se aproximava com extrema velocidade!!
E percebendo que não teriam como escapar, Chu grita a Zi:
"PULA!!"
"AAAAAAAAAAAHHH!!"
Cada um deles pulou para um lado da margem e o fogo passo por entre eles, e se alastrou riacho abaixo.
O chiado do fogo queimando  e estralando a fábrica era o único som ouvido por ali.
Enquanto isso, um pouco mais distante, Fafito gemia de dor, jogado abaixo da árvore com a qual se chocou quando foi arremessado.
"Ai... ai... eu... não consigo me mexer.... Os meus amigos... precisan-m de mim..."
Mas ele estava muito ferido e prestes a desmaiar.
Quase fechou os olhos, vendo o fogo mais adiante tomar proporções catastróficas... Abriu os olhos e os fechou de novo, parecia que enchergava a tela de uma televisão com interferência.
Então abriu os olhos e estava trajando o gibão, com o escudo e a espada.
"Mas...  como?"
Foi se levantando e caminhando em direção ao fogo.
A rua havia sumido, contruções, postes, tudo.
Só havia a mata e o inscêndio mais adiante.
Quando conseguiu chegar, deparou-se com o demônio. E mais ao fundo, o que queimava era uma aldeia inteira, diversas ocas, árvores, tudo estava em chamas. E o cheiro de morte percorria aquele local.
"Acredita no mal agora senhor Fagner?"
"Calado seu animal imundo. Eu quero ver você falar quando eu cortar sua cabeça fora pra fora do corpo."
"Do que está falando, seu insolente raquítico? Mal pode se aguentar em pé."
Fafito fechou a cara, mas realmente estava acabado. Expressava isso em seu rosto.
"Ah... que foi? O bebezinho quer a mamãe é? Ou será que  preferia ver a vadia da sua namorada?"
Naquela hora, Fafito se enfureceu, e pode-se sentir o pulsar da armadura:
"NÃO OUSE FALAR DELA!!"
"Nossa, como ele é bravo!" (gargalhadas) "Tah bravinho por que? Ela nem é sua namorada. Sabe por que? Por que ela te chutou. Ha! Ha! Ha! Parece que o franguinho aí não consegui dar conta da mulher que tinha, mas não se preoculpe. M´boi vai tomar conta direitinho dela."
"MALDITO, EU VOU MATAR VOCÊ PARA SEMPRE!!"
Como da outra vez, a armadura ficou leve e Fá saiu correndo  em direção ao demônio com a espada empunhada e muito ódio no coração.
"Isso, sinta o ódio em você, perdedor!!"
"VOU TE MANDAR DEVOLTA PARA O INFERNOOOOOOOO!!"

CONTINUA....

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